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O
crescimento econômico nacional após
a Segunda Guerra Mundial, não
significou benefício para todos.
Ao contrário, no Brasil e na América
Latina, o endividamento e a adoção
de uma política de concentração
de renda nos anos 70 para atrair
capital estrangeiro, acentuaram as
desigualdades regionais e sociais,
limitando o poder aquisitivo da
população que, ironicamente,
provocaram a retração do capital
e de investimentos estrangeiros,
tendo como conseqüência o
aumento da dívida externa na década
de 80.
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Os
anos 90 revelam um Brasil e a
maior parte dos países da América
Latina, confusos entre o que seja
eleição e o que seja democracia,
onde o subdesenvolvimento econômico
e político desembocam no cenário
do impeachmant de um presidente
através da mobilização da
imprensa, da opinião pública e
do Congresso Nacional, onde a
primeira – que comanda a política
nacional -, deu cobertura a
parlamentares que converteram em
votos o
sim
televisionado.
Entretanto,
para não
parecer arautos do Apocalipse,
resta a certeza de que após cada
crise sobrevém um crescimento
originado da busca de soluções,
de mudanças que forneçam saídas
de uma situação inaceitável. |
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Além
de procurar esboçar as
peculiaridades da paisagem sócio-cultural
do Brasil e, por conseqüência,
da América Latina, a abordagem
introdutória e despretensiosa
deste documento busca fornecer uma
visão global resumida do processo
histórico, perseguindo a
compreensão da realidade
contemporânea que influencia a
vida dos brasileiros, confirmando
a assertiva de que nem uma
sociedade, desde sua formação
histórica, pode prescindir do
conteúdo mundial. Seja qual for o
momento, não há como negar as
influências externas.
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A
exemplo de outros países
latino-americanos, o Brasil também
desenvolveu na sua formação o que se
pode conceituar como um certo complexo de
inferioridade às avessas, marca quase
indelével na mentalidade nacional, que
sufocou e procrastinou a emergência e a
consolidação do país no cenário
mundial. Esta afirmativa pode ser
comprovada na constante atribuição de
maior valor atribuída ao estrangeiro, na
conservação de uma estrutura social
dicotomizada que teve origem na bazófia
de 1822, mantendo a mesma estrutura social
do Brasil Colônia e comprometeu a
autonomia nacional.
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A
fragilidade e o caráter
superficial da autodeterminação
brasileira, segue desde aquele ano
sob o peso da dependência econômica,
enraizada na sociedade através do
modelo europeu assimilado no
passado colonial, graças a
cooperação doméstica contínua
de uma minoria.
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Nota:
além destas gravuras e mapas, caso exista
interesse na aquisição de outros
materiais e cópias de documentos,
consulte
INFORMAÇÕES
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