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Sendo
o Brasil parte integrante do processo
evolutivo de uma sociedade mais ampla,
urge a necessidade de recuar no tempo e
encontrar a Europa do século XV, com a
Inglaterra dos Henriques (1399 a 1509)
distraída com intrigas palacianas,
envolta nas lutas religiosas e nos gritos
da Torre de Londres, embriagando-se nas
tavernas; Espanha e Portugal empreendendo
o Ciclo das Grandes Navegações,
colonizando e dominando o mundo de então;
a Itália despontando com o
desenvolvimento das artes e das ciências.
O
desprestígio inglês naqueles
idos pode ser percebido na fala de
Carlos V (Espanha) ao afirmar
falar com Deus em espanhol, com as
mulheres em italiano, com os
homens em francês e com seu
cavalo em alemão. |
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Ao
sair do torpor lúgubre, diante da
conquista do México (Cortês) e
do Peru (Pizarro), os ingleses se
deparam com uma Espanha dona da
América e de suas riquezas, dona
da Igreja Católica (Papa
Alexandre VI), e dona de quase
todo o Atlântico e da Europa.
Os
monarcas ingleses Henrique VIII
(1509-47) e, destacadamente,
Elizabeth I (a Rainha Virgem)
iniciaram expedições com a
finalidade de superar o tempo e o
desprestígio perdidos.
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Nas
costas brasileiras destacam-se as
investidas dos corsários ingleses
Hawkins, Drake e Cavendish, este
último sob o ataque dos
portugueses na Ilha de São
Sebastião (Rio de Janeiro), foge
deixando em terra Anthony Knivet e
Henry Barraway.
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HISTÓRICOS 
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