VAMOS FAZER O NOSSO DEVER, CÍVICO, DE CASA E
REPASSAR PARA OS AMIGOS.
ESSE GIGANTE QUE NÃO ACORDA...
Por Rebecca Santoro, 10 de maio de 2008
Foi outro dia... Foi outro dia que milhões de
venezuelanos foram para ruas de seu país para
pedir que uma rede de televisão não fosse
fechada. Novamente, milhões deles também saíram
para se manifestar contra a tentativa de Hugo
Chavez de reeleger-se indefinidamente. Eram
milhões de pessoas empenhadas em campanhas pela
liberdade. Houve gente que perdeu a vida. Gente
de todo tipo, de todas as idades, de todas as
profissões – todos empenhados em lutar pela
vida, pela paz, pela liberdade. Na Bolívia, a
coragem de outras milhões de pessoas se
manifesta na luta pela liberdade administrativa
de parte do país, em relação ao governo central
de Evo Morales e de seu exército de
revolucionários cocaleiros. Tudo pelo direito de
não se tornar escravo de um regime autoritário,
populista e ditatorial que vai, aos poucos,
tentando ser implantado naquela terra por um
governo retrógrado esquerdista. É gente que tem
sangue nas veias. Gente corajosa.
Infelizmente, esses movimentos de resistência ao
neo-comunismo, que vai se espalhando por toda a
América-Latina, têm sido vencidos pela troca de
ajuda entre os grupos de esquerda que se
aglutinam no Foro de São Paulo, com o propósito
de formar a grande pátria socialista
latino-americana – que seria mais uma frente
inimiga ao que chamam de império ianque. É
verdade que há vitórias expressivas nessa luta
pela liberdade, mas que todos sabemos não
tardarão a ser convertidas em derrota pela
opressão armada da esquerda populista. Sabemos
que estas vitórias durarão apenas até o tempo em
que a democracia totalmente forjada ainda não
possa ser completamente aplicada.
Mas, não é somente essa a causa das derrotas
destes movimentos de resistência democrática e
de liberdade. Na verdade, o silêncio e a
passividade do povo, que é democrático e amante
da liberdade, que habita o vizinho gigante
chamado Brasil, apequena todo e qualquer
movimento de resistência em outros países
menores da América-Latina – não em brilho, mas
em importância, porque lhes parece carimbar com
a marca de circunstancial, de conflito meramente
regional, específico e delimitado.
A passividade do povo brasileiro em relação à
visível retrógrada esquerdização populista do
país, e de toda a região latino-americana, na
verdade, transmite ao mundo a mensagem de que
não estaria doente todo o corpo, mas apenas um
pequeno problema, como um cortezinho no dedo, o
estivesse incomodando. A falsa emergência
econômica, que, na realidade, tanta euforia
provoca simplesmente por ter sido o país
promovido a paraíso finaceiro e fiscal, nubla a
visão de todos sobre a realidade negra que vai
se fixando cada vez mais por aqui e que, em
breve, aparecerá límpida, porém tarde demais
para que se tente esboçar reação.
A omissão da maioria de nosso povo ainda não
subvertido e de parte de nossas instituições
ainda não totalmente aparelhadas pelos agentes
do
comuno-populismo ajuda a ir
consolidando cada vez mais, e de maneira
irreversível, a tragédia da vitória comunista,
não só em relação a nós mesmos como também a
nossos vizinhos – que, até agora, e bem ao
contrário de nós, têm reagido com bravura
inimaginável à sua escravização.
Enquanto por aqui as pessoas não se
conscientizarem de que devem colocar seus
"capitães nascimento" e seus "generais helenos",
no que se refere à coragem e ao espírito de luta
de ambos, um na ficção e outro na realidade,
para fora, nas ruas, nas escolas, nos campos,
nas cidades, permaneceremos em pecado, para
conosco e para com nossos irmãos vizinhos.