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Atualmente
os estudos sobre a origem do homem
americano consideram a teoria de
que há 10.000 anos ocorreu um
grande caldeamento mongolóide-polinésio-africano-
sul americano de homens que já
existiam no continente americano.
A
mentalidade científica aberta às
evidências contemporâneas de que
os verdadeiros americanos, na sua
origem, formaram-se de várias raças,
traz como conseqüência a
assertiva de que o indígena não
é uma raça, e sim a conjunção
de várias raças, resultante de
uma mescla antiqüíssima (WUTHENAU, América: 5.000 anos de história).
As
várias raças que chegaram ao
continente americano tiveram como
rota primeira o Estreito de
Behring, e estudos recentes também
demonstram a veracidade de
contatos transpacíficos e
transatlânticos.
Os
transpacíficos, considerados os
mais importantes, atestam contatos
por mar com grupos da Polinésia
que utilizaram correntes transpacíficas.
Esta informação é amplamente
aceita e ensinada nas escolas e
universidades do Peru, baseada nos
estudos de Paul Rivet e nas
investigações de Clifford Evans
e Betty Meggers sobre o alcance
dos contatos asiáticos.
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A
variedade de tipos com caracteres
diversos, a disseminação de
diferentes línguas e costumes
discrepantes são reforços às
evidências da multiplicidade de
fontes do povoamento.
Sem
a pretensão de fazer milagres de
dedução e reconhecendo as limitações
pessoais, as evidências da ocupação
humana, anterior ao aparecimento
dos civilizados colonizadores,
restringiu-se a um olhar de
relance, quando aqueles, munidos
da capacidade de agredir e
desequilibrar a harmonia da
comunidade biótica alcançada
pelas culturas indígenas,
desencadearam um processo de
deterioração do solo ,
desaparecimento da fauna e morte
da flora que conduziu à miséria
as populações nativas. |
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O
desenvolvimento evolutivo e histórico
contêm atributos e aspirações
urdidos na trama da natureza
humana, que não cabem em
considerações econômicas e
tecnológicas, quando estas visam
unicamente uma maior eficácia na
aquisição de poder e riqueza,
promovendo a desumanização
crescente, acobertada por um
sentimento de culpa coletivo
proveniente de uma consciência
geral da hipocrisia que exalta
valores humanos e naturais, que se
estilhaça diante da prática
contemporânea da indiferença
social.
Mas
a despeito de tantos reveses
intelectuais e éticos e de tantos
indícios de corrupção dos
valores humanos sempre surgirão
indivíduos capazes de impedir que
o fio de esperança no futuro acadêmico
se rompa, fazendo com que se
acredite que outras gerações
venham a preocupar-se com o
desvelar de seu desenvolvimento
evolutivo e histórico.
O
quase inexistente intercâmbio
entre especialistas - antropólogos
e arqueólogos - que por não
compartilharem idéias e
descobertas raramente se unem para
formular conclusões sobre
assuntos relativos ao objeto de
suas pesquisas, tem como conseqüência
uma exagerada especialização,
levando ao absurdo de um
conhecimento fragmentado não
condizente com o interesse que a
todos move, qual seja a
qualidade e o futuro da vida
humana, da qual historiadores,
antropólogos e artistas figuram
entre os melhores intérpretes.
O
objetivo deste resumo é tão
somente convidar cientistas que
laboram nestas áreas do
conhecimento, da existência deste
espaço para divulgar seus
escritos, mantendo, desta forma,
viva a curiosidade e a esperança
próprias do verdadeiro
conhecimento.
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O
HOMEM AMERICANO |
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