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Inicialmente
o Brasil Brasileiro foi construído
para dar apoio aos pesquisadores na área
das Ciências Humanas. Entretanto, as
indagações sobre a possibilidade de
apoio para outros ramos do
conhecimento, acrescidas das
dificuldades institucionais contemporâneas,
da precariedade material, dos
minguados recursos destinados ao
desenvolvimento científico, e da
velocidade das redes telecomunicativas
- muitas vezes excluindo grande número
de profissionais diante da
mutabilidade das novas exigências
- que podem levar à perda de escritos
ou pesquisas, conduziu os responsáveis
por este documento a mudanças e à
diversificação, favorecida pela
interdisciplinaridade, onde serão
incluídos espaços para outras áreas
do conhecimento.
Embora não se conte com suporte
profissional para todas as áreas,
procurar-se-á levantar e indicar
sítios especializados que possam
fornecer subsídios para os
cientistas e pesquisadores.
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Em
CULTURA
NACIONAL , o testemunho da experiência na
busca do conhecimento, inclinar-se-á,
em alguns pontos, a não considerar a
rigidez da objetividade científica
passada - que não raro almejava
verdades perenes -
colocando-se de maneira
despretensiosa, como forma de diálogo
silencioso do pensamento, com muitas
voltas e retornando ao ponto de
partida por um atalho inopinado,
causando surpresa diante da
simplicidade da nova estrada, mas
evidenciando que somente assim se pode
conhecer e compreender a realidade
brasileira atual.
A
Editora Textos Brasileiros,
aqui estruturada, visa divulgar
trabalhos científicos
procurando preservar, manter e
estimular a qualidade destes e de todo
o envolvimento individual na árdua
mas gratificante busca do
conhecimento. Contará com secções
que contemplem a
interdisciplinaridade, objetivando dar
suporte aos escritos estritamente
científicos, acreditando, desta
forma, fornecer um esboço do cenário
científico-cultural brasileiro.
Cabe
esclarecer que as idéias aqui
expressadas não são originais.
Tornaram-se, porém, parte integrante
dos que efetuam este trabalho, no
momento em que se enraizaram no
instintivo assentimento da auto-visão
de mundo, conformando-se em realidades
sediças que caracterizam o
conhecimento.Evidencia-se, entretanto,
a necessidade de colocar o que
se entende por cultura e conhecimento,
onde a busca pelo
auto-conhecimento cultural, deverá
sempre observar a utilização das
energias profissionais mantendo uma
conduta condizente com a
individualidade, evitando, certamente,
um comportamento aparvalhado, presente
em quem se considera dono da verdade. Nas
palavras de Lin Yutang "...quando
falo em diálogo, não quero
significar uma série de perguntas e
respostas como nas entrevistas de
jornais, nem esses editoriais cortados
em parágrafos curtos: refiro-me a
dissertações realmente boas, longas,
sossegadas, com muitas voltas, e
regressando ao ponto de partida pelo
atalho mais inesperado, como um homem
que volta para casa pulando uma sebe
[...], gosto de chegar em casa pulando
a cerca dos fundos, e viajar por
atalhos [...], familiarizado com o
caminho de casa e a campanha que me
cerca" (The importance of
living, 1941).
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