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Repassando . glenp
----- Original Message -----
Sent: Monday, July 30, 2007 9:57 PM
Subject: MILITARES JÁ SUGEREM GOLPE -
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Repassando !
Militares já sugerem golpe. Midia eleva tom contra Lula.
Marco Aurélio Weissheimer, Agência Carta Maior
O tom das críticas ao governo Lula, em função da crise no
setor aéreo, vem
subindo crescentemente na mídia. O editorial do jornal O Estado de S. Paulo,
nesta terça-feira (24), fala em "governo desacreditado" e "colapso do lulismo em
matéria de permitir, em última análise, que o país funcione". O Estadão
refere-se ao Presidente da República como "o inexperiente Lula, o qual na
irrefutável constatação de Orestes Quércia, em 1994, nunca dirigiu nem um
carrinho de pipoca, antes de ambicionar o Planalto". Na mesma direção, o
colunista Clóvis Rossi, pergunta hoje, na Folha de S. Paulo: "se o país é
incapaz de segurar um avião na pista, vai segurar o quê?".
O jornal O Globo, também em editorial, diz que "a crise é
mais profunda do que
se quer fazer crer". Também no Globo, Dora Kramer diz que "à corriola
governamental tudo é permitido: agredir o público com grosseria, com leviandade,
com futilidades, com fugas patéticas ao cumprimento dos deveres, com
indiferença, vale qualquer coisa se a anarquia tem origem nas hostes
governistas". "Corriola", em seu uso informal, significa "grupo de pessoas que
agem desonestamente ou de forma inescrupulosa; quadrilha".
Ministro do STM sugere golpe
O tom das palavras sobe também em alguns setores da
sociedade. Além da
desqualificação do governo federal, com o uso de adjetivos cada vez mais
pesados, começam a aparecer também discursos de caráter golpista. Um exemplo:
"O que podemos dizer a esses ilustres jovens militares. Não
desistam. Os certos
não devem mudar e sim os errados. Podem ter certeza de que milhares de pessoas
estão do lado de vocês. Um dia, não se sabe quando, mas com certeza esse dia já
esteve mais longe, as pessoas de bem desse País vão se pronunciar, vão se
apresentar, como já fizeram em um passado não muito longe, e aí sim, as coisas
vão mudar, o sol da democracia e da Justiça brasileira vai voltar a brilhar".
A declaração foi feita pelo ministro do Superior Tribunal
Militar, Olympio
Pereira da Silva Junior, durante a entrega de espadins a alunos que ingressaram
nas academias militares do Exercito, Marinha e Aeronáutica, em julho deste ano.
Ao saudar os novos alunos, Olympio Junior critica a situação política do país,
faz uma apologia da honra, da moral e do patriotismo, lamentando que os jovens
cadetes não poderão manusear os instrumentos militar que conhecerão no
treinamento. Ele diz:
"Aqueles jovens, ainda puros, não sabem que vão estudar (e
como vão estudar,
durante toda a carreira) tudo sobre a arte da guerra e do combate e vão conhecer
e aprender tudo sobre equipamentos e instrumentos militares, os mais modernos do
mundo, mas que na realidade nunca irão manusear porque, no nosso País, não se
acredita ser necessário a compra de armamento/equipamento militar para ficarmos
em igualdade bélica a outras nações". E critica a condição dos militares em
relação aos demais funcionários públicos:
"Preparam-se, por toda a carreira, para dedicarem-se e ser
fiel à Pátria, cuja
honra, integridade e instituições deverão ser defendidas mesmo com o sacrifício
da própria vida e têm, mesmo assim, seus vencimentos tão diferenciados de outros
funcionários públicos que nunca deram nem vão dar nada ao País, pois dele só
querem benesses, vantagens e lucros e o que é pior, porque ninguém faz nada a
respeito e calam-se diante dessa imoralidade".
O texto do ministro foi publicado em sites nacionalistas de
direita como "A
verdade sufocada" e "Terrorismo nunca mais". Bacharel em Direito, Olympio Junior
ingressou na carreira do Ministério Público Militar em 1976, tendo sido
designado pelo então presidente, general Ernesto Geisel, para assumir a
Procuradoria junto à Auditoria da Justiça Militar, em Juiz de Fora (MG). Desde
18 de novembro de 1994, é ministro do STM.
Qual é mesmo o papel da Justiça Militar no Brasil? Segundo o
site do STM, é
julgar "apenas e tão somente os crimes militares definidos em lei". O texto de
apresentação do órgão faz um elogio da "independência, altivez e serenidade do
órgão": "no período de regime militar de 1964 a 1984, levou juristas famosos na
luta em defesa dos direitos humanos, como Heleno Fragoso, Sobral Pinto e
Evaristo de Morais, a tecerem candentes elogios à independência, altivez e
serenidade com que atuou o Superior Tribunal Militar na interpretação da Lei de
Segurança Nacional e na aplicação dos vários Atos Institucionais".
Há um caldo de cultura perigoso formando-se no ambiente
político brasileiro
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J. B. Vieira
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