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O ÓDIO DE MIRIAM LEITÃO.                     Doc. 4/2008

 

            Em dois de janeiro de 2008, a jornalista Miriam Leitão escreveu mais um artigo – "Conluio do silêncio". Ao tomarem conhecimento do artigo, vários companheiros ficaram preocupados com os termos agressivos do mesmo. O GRUPO GUARARAPES riu muito, pois,   nas palavras da jornalista, só encontramos, de válido, o ódio,  que, involuntariamente, despertamos nela e até ficamos preocupados com sua saúde. Os médicos afirmam que o ódio mata e não queremos ser responsáveis por um seu possível infarto.

            Jornalista Miriam. Não tenha raiva. Seu artigo faz crítica ao General Enzo por não ter aceito a bazófia do Ministro da Defesa. A senhora pensou, por acaso, que o   Alto Comando do Exército iria aceitar calado a petulância do ministro auto-promovente? Será que ainda não aprendeu que o militar brasileiro tem acima de tudo amor próprio e pela Pátria?

            O Grupo Guararapes, cada dia que passa, fica convencido da VERDADE escrita por JOSÉ INGENIEROS – (A senhora já leu? Seria bom) – "Os homens providos de retidão são objeto de seu acirrado rancor, pois com essa característica humilham sem querer, os indivíduos obtusos". A senhora, que é competente no campo econômico e cega no campo político, vem guardando – comunista que parece ser - o ódio das derrotas de 35 – 64 – 68 e agora fica um pouco animada com a imbecilidade de uma juíza lá das bandas da máfia. Calma, e até queremos lhe ajudar, pois o ÓDIO, na palavra de Santo Agostinho, não corrige, não atrai, não leva o homem a Deus. Estamos preocupados com o seu destino, pois o GRUPO GUARARAPES deseja que a senhora seja um habitante do CÉU e não do INFERNO.

            Só iremos lhe fazer uma advertência. A senhora devia ser era uma defensora da contra-revolução de 1964 que salvou o Brasil de uma grande desgraça. Imagine se os atuais dirigentes do país tivessem assumido o governo e implantado a DITADURA DO PROLETARIADO em 1964? A sorte da nação Brasileira é que as FORÇAS ARMADAS, na clarividência dos chefes daquela época – como tem sido a de todos os chefes de todas as épocas -, impediram que ocorresse tal desgraça ao nosso Brasil que a não merecia. Veja o que foi feito pelos governos democráticos.   A senhora conhece ITAIPU – TUCURUI – PONTE RIO NITERÓI – ELETROBRÁS – IRRIGAÇÃO NO RIO SÃO FRANCISCO – ITAQUI – TUBARÃO – ESTRADAS, E MUITAS OUTRAS OBRAS DE INFRA INSTRUTURA QUE PERMITIRAM O DESLANCHE DO BRASIL PARA O DESENVOLVIMENTO?. Os seus amiguinhos o que fizeram? Mataram, roubaram, seqüestraram, assaltaram, torturaram, mentiram e mentem e, agora, ao chegarem ao poder continuam a fazer misérias – mensalão, Francenildo, casa da luz vermelha, aloprados, caixa dois, dólar na cueca, em avião, no exterior, aumento de impostos, um mundo de quotidianas mentiras, etc. E fizeram da concessão de uma pretendida benemérita Lei da Anistia, ter uma via só: a que lhes permite, à custa do contribuinte, regaladas e polpudas falsas compensações. E agora, o senhor JOSÉ DIRCEU, aquele que mudou de cara várias vezes, e foi cassado pelos seus mal-feitos, numa entrevista à revista – PIAUÍ – confirma tudo e mostra bem o que ainda falta a ser dito; e o jornalista Tarcísio Holanda, em 5 de janeiro de 2.008, escreveu:: "Aliás, cinismo é o que não falta ao partido do senhor presidente da Republica".

            Sra. MIRIAM LEITÃO! A OPERAÇÃO CONDOR defendeu a LIBERDADE AMEAÇADA. A senhora poderia ser uma grande líder na colocação na CADEIA dos que mataram, roubaram, seqüestraram, torturaram, assassinaram para implantar uma ditadura do proletariado em 1968/1974, como bem diz o comunista JACOB GORENDER em seu grande livro: COMBATE NAS TREVAS. A senhora leu? (Será que a senhora tem o bom costume de ler?) E continuar na sua batalha para colocar na cadeia, também, os aloprados, os mensalões e todo tipo de ladrão dos cofres públicos.    

            Jornalista Miriam Leitão. Fique sabendo: os militares brasileiros são possuidores, entre outras, de duas qualidades fundamentais: SÃO BONS e JUSTOS, pois recebem uma formação correta em tal e bom sentido. Não tenha raiva por isso. Eles seguem, rigorosamente, CÍCERO: " OS BONS E JUSTOS NÃO CONSEGUEM SER CÍNICOS".

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº 12 58 93, Cartório do 1º registro de títulos e documentos, em Fortaleza.   Somos 1.299 CIVIS – 41 da Marinha – 401 do Exército – 39 DA FAB total 1780   Fortaleza, 08.012008

batistapinheiro30@yahoo.com.br In memoriam 28 militares e 2 civis www.fortalweb.com.br/grupoguararapes


                                              

Quarta-feira  janeiro 02,2008

Miriam Leitão - CONLUIO DO SILÊNCIO

Panorama Econômico

O Globo 2/1/2008

Metade da população brasileira não havia nascido quando, há 28 anos, dois italianos foram presos no Brasil e entregues à repressão argentina para serem torturados até a morte. Por que um passado tão velho ainda assombra o país, como aconteceu no final de ano? Porque nunca foi investigado aqui e porque as instituições que se envolveram nos crimes, ainda hoje, acham que fizeram certo.

A frase de um dos brasileiros acusados, Carlos Alberto Ponzi, "fiz o que achava certo, combati os inimigos do meu país", seria apenas uma frase esquisita, não fosse esta a convicção das Forças Armadas brasileiras. Todas as notas distribuídas pelo Exército nos últimos anos sobre o tema seguem sempre esta mesma linha de raciocínio. Acham que fizeram o que estava certo.

No ano passado, quando o governo divulgou o livro "Direito à memória e à verdade", sobre os desaparecidos políticos, o ministro Nelson Jobim fez um discurso espalhafatoso:

- Não haverá indivíduo que possa reagir e, se houver, terá resposta.

Em resposta, o indivíduo general Martins Enzo Peri, comandante do Exército, supostamente subordinado ao ministro Jobim, convocou o alto comando e emitiu uma nota de reação em que dizia que "fatos históricos têm diferentes interpretações". E nem mesmo admitiram que, no passado, erraram. "Não há exércitos distintos. Ao longo da História, temos sido o mesmo Exército de Caxias, referência em termos de ética e moral, alinhado com os legítimos anseios da sociedade."

Em dezembro, em entrevista que fiz com Nelson Jobim, perguntei sobre esse episódio e ele disse que o fato não havia acontecido, não havia ocorrido nenhuma reação militar. Típica resposta do Brasil: melhor varrer para debaixo do tapete, fingir que nunca houve o que houve de constrangedor, camuflar os conflitos em nome do mito da cordialidade brasileira.

No governo Lula, aquele foi o segundo episódio. No primeiro, a nota do Exército justificou a criação do aparato de repressão e as torturas. Para não enfrentar o problema, o governo fingiu acreditar que a nota tinha sido escrita e divulgada pelo departamento de comunicação do Exército sem conhecimento dos superiores.

O Brasil tem se esmerado em distribuição de dinheiro público a antigas vítimas da repressão política, mas nunca quis exigir dos militares e do velho SNI as informações necessárias para o país reconstituir sua história e refletir sobre ela. Os governos civis preferem pagar, mas nunca investigar. Já são bilhões de reais a esta altura, e serão muito mais. Na distribuição de dinheiro das indenizações, o Brasil tem sido discriminatório, como em tudo o mais: alguns ganham quantias extravagantes; outros, valores modestos. Alguns receberam indenizações justas e que carregam o sentido da reparação necessária após um período em que o Estado cometeu crimes. Outros recebem mordomias em tudo discutíveis e pensões que só oneram e tornam mais injusto o sistema previdenciário.

Mas o que o Brasil tinha que fazer nunca fez: investigar o que houve, abrir os arquivos, oferecer ao público - e sobretudo às famílias atingidas - as informações sobre as circunstâncias das mortes e onde foram enterrados os corpos.

Governo após governo, 23 anos depois do fim da ditadura, a resposta é sempre a mesma: a lei da anistia perdoou a todos, de ambos os lados, e, portanto, são todos ininputáveis. Há aí um equívoco básico: o fato de os torturadores e assassinos terem o direito legal de escapar da Justiça não significa que os fatos, os documentos, as informações devem continuar escondidas e sonegadas.

Dois fatos dos últimos dias de 2007 mostraram o quanto o Brasil está atrasado no que é realmente relevante: a busca das informações. O governo do Paraguai publicou na internet as informações disponíveis sobre a repressão do governo Stroessner. A Justiça italiana expediu ordens de prisão contra acusados em vários países da região que participaram do conluio sul-americano para prender e matar os inimigos dos regimes ditatoriais.

A Operação Condor foi apenas um dos desdobramentos dos crimes cometidos pelos militares no poder. Está reaparecendo porque alguns desses crimes foram cometidos contra cidadãos europeus.

Agora, diante do pedido da Justiça italiana, o ministro Tarso Genro admitiu que pode investigar, apesar de não poder punir, pois a lei não permite extradição de brasileiros, os crimes foram apagados pela Lei de Anistia e, além de tudo, já prescreveram. Mas investigar é possível, neste específico caso dos italianos. É patético que só se pense nisso diante de uma ação da Justiça italiana. E ainda mais patético que o Paraguai esteja à nossa frente na abertura dos dados.

Esse passado não morrerá. Está condenado a assombrar a História do Brasil pela omissão dos governos civis, incapazes de levar as Forças Armadas a reconhecer seu erro e libertar as informações prisioneiras do conluio do silêncio. Distribuir dinheiro público nas indenizações é discutível na maioria dos casos. Recuperar as informações era fundamental. Convencer as Forças Armadas de que aquele passado é um desvio inaceitável na história da instituição era indispensável. Mas os governos civis preferiram o caminho mais fácil: mandar a conta para o Tesouro e distribuir privilégios.

 

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