|
Leitura obrigatória para conhecer o PCCH . glenp .
----- Original Message -----
Sent: Monday, April 30, 2007 10:10 PM
Subject: OS NOVE COMENTÁRIOS
------------------------------------------------------------------------------
OS NOVE COMENTÁRIOS
Em meio ao desequilibrado desenvolvimento econômico da China e à história
ditatorial do Partido Comunista Chinês (PCCh), o descontentamento popular
generalizado dentro do gigante asiático - anestesiado desde o massacre de
estudantes e de trabalhadores, em 1989, na Praça da Paz Celestial - está em
marcha
incontida há mais de dois anos, desde que milhares de chineses começaram a
renunciar - muitos, porém, anonimamente ainda - ao Partido Comunista. O site
internacional La Gran Época (Da Jiyuan) canalizou estas manifestações - que já alcançam 20 milhões de chineses.
A onda de renúncias intensificou-se desde a edição, em chinês, do livro
"Nove
Comentários sobre o Partido Comunista Chinês ", editado pela La Gran Epoca.
Atualmente, centenas de milhares de exemplares desta publicação circulam
clandestinamente pela China. Na Argentina foi publicada uma edição, em espanhol,
pela editora Grito Sagrado. Para fazer tantas revelações e não despertar a ira
do
PCCh, a obra é de autoria anônima e, por trás dela, deve ter havido uma
verdadeira
operação de inteligênscia para fazer com que os escritos fossem sendo entregues
aos encarregados de editá-los e de torná-los públicos - já que isso não poderiater sido feito, com segurança, através de meios eletrônicos e que os mesmos
parecem ser de autoria de chineses que vivem dentro da China.
O site La Gran Época, entretanto, acredita que estas 20 milhões de
desfiliações
sejam apenas a ponta de um enorme iceberg, já que, para fazê-la, via internet,
um
chinês tem que saber usar e dispor de mecanismos anti-bloqueio (anti-censura)
para
poder acessar a página do referido site e assinar, eletronicamente, a
desfiliação.
Outra parte das manifestações de repúdio ao PCCh são feitas nos Centros de
Renúncia espalhados em vários lugares fora da China, através de fax, de
correspondências pelo correio ou de telefonemas. Muitas pessoas usam pseudônimos
(por medo de represálias) ou fazem renúncias em grupo.
Os golpes mais duros para o PCCh, neste sentido, acabam sendo dados por
pessoas
famosas ou por renomados funcionários do próprio partido que fazem publicamente
esta renúncia, no exterior, ao pedir asilo político. Foi o caso de Chen Yonglin,
em 2005, que renunciou ao PCCh quando era vice-cônsul na embaixada da China, em
Sidney (Austrália).
De acordo com as estatísticas do PCCh, já em 2005, a China registrava
algum tipo
de protesto a cada 6 minutos. Porém, desta vez, parece que o movimento de
rebelião
é mais profundo, porque pretende mesmo erradicar o partido do país. Segundo um
estudo realizado simultaneamente pelas universidades de Harvard, de Cambridge e
de
Toronto, os "Nove Comentários" tornaram-se o mais perseguido foco de censura do
regime comunista. Apesar disso, assim como nada se fala a respeito da
perseguição
do governo comunista aos praticantes da seita religiosa Falun Gong, o PCCh
também
finge ignorar, perante à mídia nacional e internacional, a publicação e seu
conteúdo. Entretanto, quando algum cidadão chinês é flagrado com um destes
exemplares é preso, torturado e, às vezes, até morto.
Para reagir à onda de indignação e de renúncia ao partido, o PCCh lançou,
no
início de 2005, uma intensa campanha que, sob o slogan de "Manter o Crescimento
do
Partido", aumenta o controle sobre os meios de comunicação, sobre as "salas de
bate-papo" virtuais entre universitários, sobre a circulação de cópias dos NOVE
COMENTÁRIOS - o que incluiu a colocação de câmeras em ruas de grande circulação
das principais cidades do país, para vigiar possíveis distribuições destas
cópias
- e, ainda, passou a obrigar aos membros do partido a assistirem a sessões de
estudo sobre o comunismo, onde, inclusive, são obrigados a reiterar o juramento
de
fidelidade ao partido.
Segundo o site La Gran Época, muitos funcionários do governo chinês,
temerosos
sobre o futuro do PCCh, procuram fazer viagens ao exterior - que na realidade
não
seriam necessárias - para realizar negócios de ordem pessoal, como, por exemplo,
comprar imóveis. Um bom exemplo disso foi a visita à Argentina, em 2006, de Luo
Gan - Secretário do Comitê Central do PCCh - que, quase que anonimamente na
terra
do bolero, teria aproveitado a suposta visita oficial para passar a maior parte
do
tempo comprando terrenos e investido em empresas de extração de minerais
(preparando rotas de fuga).
Em seus mais de 80 anos de história, o Partido Comunista Chinês é
acusado, nesta
obra de nove reflexões a respeito de sua atuação, de não ter feito mais do que
atormentar o povo chinês com mentiras, guerras, tirania, massacre e terror. As crenças e valores tradicionais - construídos ao longo de 5 mil anos de história
-
foram destruídos pela coerção e pela violência. As estruturas sociais, os
conceitos éticos e a harmonia social foram destruídas pelo ódio das lutas de
classes, artificialmente provocadas pelo PCCh. Justamente a instigação à
permanente discórdia entre os mais diversos tipos de grupos sociais (sejam eles
entre patrões e empregados, entre filhos e pais, entre proprietários e não
proprietários, etc.) foi a arma utilizada pelo PCCh para se manter no poder por
quase um século na China.
Os títulos dos Nove Comentários são:
1. O que é o Partido Comunista
2. As origens do Partido Comunista Chinês
3. A tirania do Partido Comunista Chinês
4. Como o Partido Comunista é uma força que se opõe ao Universo
5. A confabulação entre Jiang Zemin e o PCCh para perseguir a Falun Gong
6. Como o PCCh destruiu a cultura tradicional
7. A história da matança do PCCh
9. Como o PCCh é um culto ao Maligno
10.A natureza criminosa do PCCh
Há, com certeza, muitas verdades descritas nesses comentários. Não
conheço uma
versão em português da publicação, mas, recomendaria um esforço pessoal de cada
um
para a leitura, em espanhol, dos textos. Abaixo, eu citarei uma seleção de
pequenos trechos que podem representar muito mais para nós brasileiros do que um
simples conhecimento da história de outros povos. Quem tiver olhos que veja.
1. Prega-se que o uso da violência é inevitável quando se trata de
alcançar o
poder político pela força. Sem dúvida, nunca existiu um regime com tanta ânsia
de matar como o comunista, especialmente nos ditos tempos de paz. Desde 1949, o
número de mortes causados pela violência do PCCh supera o de mortos em todas as
guerras que a China enfrentou, desde 1921, em seu território - estima-se que
entre
60 e 80 milhões de seres humanos foram mortos pelo regime. Fora da China,
também,
o PCCh apoiou grandes massacres (Camboja, Vietnã, Coréia do Norte).
2. Uma das bases do comunismo deriva da teoria de Darwin, só que adaptada
para um
darwinismo social. O partido aplica a teoria da competência das espécies às
relações humanas e à sua história. Sustenta que a luta de classes é a única
força
que impulsiona o desenvolvimento da sociedade - sobrevivem e triunfam os mais
fortes. Portanto, o reiterado uso da força é o método preferido pelo PCCh para
manter-se no controle da sociedade. O propósito da violência é criar o medo, é
claro, até que a população se torne escrava do terror. Ou seja, até que a
população submeta-se a tudo para não sofrer os horrores da violência.
3. Não há uma face verdadeira do PCCh. Ele está sempre mudando conforme
suas
conveniências para se manter no poder. Sempre foi assim. Os princípios
evolutivos
do PCCh são contraditórios em si : desde a integração global até o nacionalismo
extremo, desde o confisco de todas as propriedades privadas até a prática atual
de
atrair capital estrangeiro para unir-se ao Partido no desenvolvimento da
economia
chinesa. Não importa ao Partido quantas vezes tenha que mudar de lado ou de
opiniões, sua meta segue sempre sendo a mesma: manter-se no poder e exercer
controle absoluto sobre a sociedade.
4. Desde que chegou ao poder, o PCCh usa sempre os mesmos métodos: a
eliminação
dos "contra-revolucionários", a criação de "sociedades" entre empresas públicas
e
privadas, a formação de um movimento antidireitista e outros, como a Revolução
Cultural, o Massacre da Praça da Paz Celestial e,ainda hoje, a perseguição aos
participantes da seita religiosa Falun Gong. Quando a violência não é, ela
mesma,
suficiente para exercer este controle sobre a história, o partido recorre à
mentira e ao engodo da população - fazendo uma inquestionável lavagem cerebral,
principalmente nas indefesas gerações mais novas. Sob a falsa pretensão de
transformar a sociedade num exemplo de igualdade, o PCCh transformou a China num
"paraíso" da maior desigualdade social entre ricos e pobres. Enquanto muitos
membros do PCCh tornaram-se milionários, mais de 800 milhões de chineses vivem
na
mais absoluta pobreza.
5. A predominância da natureza do partido sobre a do indivíduo foi o
resultado de
um amplo e ininterrupto doutrinamento comunista promovido pelo Partido. Esta
lavagem cerebral começa desde o "Jardim de Infância", onde o instinto natural de
individualidade das crianças é artificialmente moldado em nome da coletividade
servil aos ideais partidários. Reconhecer o ser coletivo e suas manifestações é
doutrina que deve ser aprendida sob pena de não se conseguir boas notas para se
passar de ano, mesmo que ninguém - nem professores e nem alunos - acreditem numa
só palavras do que "aprendam". Se algum estudante se atrever a dizer a verdade,
é
expulso da escola e perde todas as oportunidades de acesso à educação formal.
6. A ideologia enganosa que parte da premissa de que os humanos podem
conquistar e
controlar a natureza humana e, através disso, transformar o mundo, seduziu a
muitos. Assim como também outras idéias manipuladas pelo partido o fizeram,
como:
libertação da humanidade e unidade mundial. Desse modo, inspiradas pela falsa
idéia de construir o "paraíso na Terra", muitas pessoas foram cooptadas para
entrar na onda comunista. Para conquistar o paraíso, entretanto, pregavam os
comunistas, seria necessário exterminar aqueles que se recusassem a experimentar
"essa maravilha". Essa era uma das muitas razões que sempre foram alegadas para
a
constante necessidade que os partidos comunistas, em todo os lugares por onde
passaram e passam, tenham que usar da mentira compulsiva para conquistar adeptos
aos seus ideais. No caso da China, a filosofia do partido se opõe à verdadeira
cultura milenar do país, cujo confucionismo valoriza a família (enquanto o PCCh
prega a sua abolição), reforça a diferença entre chineses e estrangeiros e o
amor
pela pátria (enquanto o PCCh prega o fim das nacionalidades), prega a bondade
entre os seres(enquanto o PCCh prega a luta de classes).
7. Para aproveitar-se dos trabalhadores, o PCCh lhes chamava de "a classe
mais
avançada", "mais generosa" e "mais sábia". Quando precisou dos camponeses, o
PCCh
prometeu terras. Quando precisou dos capitalistas, chamou-os de companheiros,
prometendo-lhes democracia republicana. Quando o PCCh quase foi exterminado
pelos
nacionalistas chineses (KMT), pregou a resignação política, dizendo que chineses
não deveriam lutar contra chineses. Mas, quando terminou a guerra contra os
japoneses (1937-1945), o partido não teve dúvidas em trair os "irmãos"
nacionalistas e, depois de tomar o poder, foi exercendo sua tirania,
sucessivamente, sobre os capitalistas (eliminando-os), sobre os camponeses
(escravizando-os no campo e proibindo-lhes de migrar para as cidades, o que
incluía seus filhos e netos) e transformando os trabalhadores numa classe
totalmente desprovida de bens e de espírito de ascensão.
8. A falta de vergonha tornou-se a característica mais marcante do PCCh.
Segundo o
Partido, os erros cometidos foram todos individuais, cometidos por líderes
partidários ou por membros desorientados do partido. O PCCh, em si, nunca erra
e,
quando isso acontece, ele mesmo se pune e se corrige - está acima da Lei e da
punição convencional. O Partido age como um camaleão, recorrendo a formas
incoerentes de ação, com um único objetivo: conquistar e permanecer no Poder.
10. Depois de 55 anos de ditadura, o PCCh encarna a mente da nação, onde,
hoje, a
estupidez tornou-se sabedoria e a covardia passou a ser o único meio de
sobrevivência.
11. Numa sociedade moderna, onde a Internet é uma das mais preciosas
fontes de
informação, o PCCh, além de aplicar os mais diversos mecanismos eletrônicos de
censura, pede aos chineses para que tenham auto-controle e não visitem páginas
estrangeiras, e não façam buscas com as palavras "direitos humanos" ou
"democracia".
12. Depois de 55 anos pregando igualdade e distribuição justa de bens e
propriedades, o PCCh solucionou a questão: converteu tudo em propriedade privada
do partido. Monopolizou o roubo e a corrupção. Dos 20 milhões de funcionários do
PCCh, 8 milhões já foram julgados por corrupção. Mais de 4 mil funcionários já
fugiram da China levando consigo centenas de milhões de dólares.
13. A formação pessoal das pessoas e seu interesse pelos assuntos
nacionais e pela
coletividade também se demonstraram um categórico fracasso. Na China de hoje, a
busca materialista é mais feroz do que em muitas potências ditas capitalistas.
Com
um agravante: não há o menor senso de honestidade e muito menos de ética - isso
é
coisa para quem tem religião ou uma boa base de valores. Muitos chineses não
querem saber de nada além da própria sobrevivência - acostumaram-se com isso.
14. Depois do massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, e do
desmantelamento da
URSS, em 1991, tendo que mudar o discurso marxista-leninista, o PCCh optou pelo
caminho da corrupção total para preservar a lealdade dos seus membros.
Contrabando, jogos de azar e pornografia, assim como consumo e tráfico de
drogas,
são uma epidemia na China.
15. Na década de 80, a China atravessou uma grave crise que obrigou o
PCCh a
empreender uma reforma econômica. Por isso, alguns direitos foram reinstituídos
à
população, como o da propriedade privada, por exemplo. Houve, de fato, uma
corrida
ao enriquecimento pessoal. De quem? Dos membros do PCCh, é claro. Hoje, a China
aparenta abrigar uma sociedade a caminho da prosperidade. Mas, isso tem um preço
para o PCCh. Os conflitos sociais são tão sérios, com a reedição de antigas
intrigas políticas, que, ao que parece, junto com esta prosperidade, o partido
terá pagar indenizações às vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial e
talvez
até mesmo às vítimas, mais recentes, da perseguição aos adeptos da Falun Gong.
Dessa forma, o partido aparenta estar "se abrindo". Mas, nada mais é do que a
sua
velha tática de mudanças para permanecer eternamente no poder.
16. Ao longo do tempo, as matanças promovidas, direta ou indiretamente,
pelo PCCh
acabaram por perverter a alma de muitos chineses - um povo que, hoje, demonstra
forte tendência homicida. Na verdade, quando houve os atentados de 11 de
setembro
de 2001 às Torres Gêmeas, nos EUA, muitos chineses comemoraram a tragédia,
aplaudindo os terroristas, principalmente em troca de mensagens pela Internet.
Houve, inclusive quem defendesse uma guerra total e imediata contra os EUA.
17. Não foi tarefa fácil introduzir na China - uma sociedade com 5 mil
anos de
tradições próprias - um sistema alienígena tão diferente de tudo o que fazia
parte
de sua cultura, como o comunismo. Por isso, foi preciso que o PCCh usasse de
estratégias de engodo, espionagem, traição e coisas do gênero, para poder usar
os
braços e as idéias dos que sinceramente lutavam pelo seu país para finalmente
tomar conta do Poder.
18. Quando criou o Exército Vermelho para implantar sua ditadura pela
luta armada,
o PCCh precisava de dinheiro para comprar armas, munições, comida, fardas, etc.
O
partido obtinha estes recursos seqüestrando chineses prósperos e assaltando
bancos. Uma das práticas era seqüestrar famílias inteiras para que servissem de
fonte de renda permanente para o Exército Vermelho. Só liberavam os reféns
depois
de saber que os recursos familiares haviam sido esgotados. Muitos reféns
morreram no cativeiro.
19. Um dos primeiros líderes do PCCh, Ren Bishi, encarregou-se da venda
de ópio,
durante a guerra de resistência contra a invasão japonesa. Naquela época, o ópio
era o símbolo da invasão estrangeira, já que os britânicos haviam introduzido
essa
cultura para atrofiar a economia chinesa e para viciar o povo chinês. Apesar da
aversão chinesa, portanto, ao ópio, Ren Bishi patrocinou seu cultivo em grandes
extensões de terra, justificando-o pelas necessidades do partido. Para não
despertar a aversão popular, os comunistas passaram a referir-se ao ópio como
"sabão" e passaram a exportá-lo para outros países.
20. O PCCh atraiu uma enorme quantidade de jovens patriotas para o reduto
militar
de Yan'na, para que recebessem instrução militar e combatessem os japoneses.
Conforme o partido ia conquistando mais e mais poder político, sua ação dentro
do
reduto ia mudando. Até que chegou o dia em que, sob o pretexto de evitar a
formação de "pequenos" grupos não alinhados com as principais idéias do partido,
o
PCCh promoveu uma espécie de operação de limpeza interna. Não foi uma ação nada
difícil eliminar do partido os indivíduos descendentes de empresários, de
intelectuais e de latifundiários. A manobra foi simples: desde tempos
anteriores,
os acampamentos foram fazendo uma lista dos "camaradas" inscritos e um arquivo
individual de cada um. Entre as informações exigidas estavam: 1) declaração
pessoal de voluntariado; 2) crônica de vida política; 3) antecedentes familiares
e
relações pessoais; 4) autobiografia onde constasse qualquer transformação
ideológica; e 5) evolução segundo à natureza do partido. Como estes arquivos
deveriam ser atualizados constantemente e como não havia padrão de "defeitos"
para
a condenação, qualquer motivo era tido como válido para prender, torturar e
matar
os jovens chineses de ascendência "prejudicial" ao partido. A operação limpeza
foi
um sucesso!
21. As disputas internas dentro dos partidos comunistas sempre existiram
e são
muito bem conhecidas. Na URSS, por exemplo, todos os membros que serviram nos
primeiros mandatos do Grupo Político do Partido Comunista soviético foram mortos
ou cometeram suicídio , com exceção de Lênin (que já havia morrido) e do próprio
Stalin, é claro. Três, dos cinco chefes de polícia, três dos cinco comandantes
em chefe, os dez comandantes em che subordinados do Exército, 57 dos 85 comandantes
do Exército e 110 dos 195 comandantes de divisão foram - TODOS - executados.
22. A revolução burguesa russa, de 1917, no início, foi relativamente
pacífica, na
medida em que o Kzar resolveu abdicar em lugar de resistir. Mas, Lênin retornou
da
Alemanha para a Rússia, organizou outro golpe, assassinou os revolucionários da
burguesia e promoveu a revolução do proletariado. Foi exatamente como fez o
PCCh,
na China, aproveitando-se dos frutos da revolução nacionalista. Depois que
terminou a guerra de resistência contra à invasão japonesa, o PCCh iniciou uma
nova revolução - batizada pelo partido de "guerra de libertação" (1946-1949).
Quando o Japão invadiu a China, durante a II Guerra Mundial, o PCCh não
combateu
as tropas invasoras. Ao contrário, acusava o KMT de não reagir. Entre 1947 e
1948,
o PCCh firmou acordos com a URSS, nos quais se comprometeria a entregar ativos
da
nação e recursos naturais - os mais valiosos e diversos - para obter total apoio
soviético nas relações internacionais e nos assuntos militares. Nesta guerra, o
PCCh sempre se serviu da morte de muitas pessoas de suas próprias fileiras para
vencer as batalhas. Numa delas, o Exército de Libertação Popular (ELP) fez um
cerco à cidade de Changchun, não permitindo que nenhum dos habitantes saísse da
mesma e, igualmente, não deixando que à cidade chegassem alimentos e água. Cerca
de 200 mil chineses morreram de fome, de sede e de frio durante este cerco.
Depois
desta "batalha", o PCCh apregoou que havia "libertado" Changchun sem disparar um
único tiro.
23. Mao Tse Tung resumiu o propósito da Revolução Cultural: "depois do
caos, o
mundo alcança a paz; mas, em 7 ou 8 anos, o caos precisa ressurgir". Segundo o
escritor Qin Um, as cifras "conservadoras" apontam que o número de mortos na
Revolução Cultural chegou a 7 milhões e 730 mil chineses.
24. Para que a luta de classes mantenha-se sempre viva é necessário gerar
ódio.
Não é só o partido que se encarrega de matar, é preciso que os grupos oponentes
se
matem entre si. Trata-se de transformar as pessoas, pelo excesso de exposição,
em
insensíveis diante da violência e das atrocidades cometidas contra outras
pessoas,
fazendo com que finalmente convençam-se de que já é uma grande coisa não ser
perseguido e conseguir estar minimamente protegido contra a violência
aparentemente gratuita. É assim que o PCCh consegue manter-se no poder.
25. De todos os métodos maquiavélicos de terror usados pelo PCCh, o que
mais
impressiona foi o usado contra os intelectuais chineses, em 1957. Naquela época,
o
PCCh pediu aos intelectuais do país que expressassem suas mais sinceras opiniões
sobre o partido e sobre providências que pudessem sugerir boas mudanças para o
país - era o Movimento das Cem Flores. Em mensagem aos diversos chefes locais do
PCCh, entretanto, Mão Tse Tung esclareceu que o motivo era "encantar as
serpentes
para que saíssem de suas covas". Assim, logo depois, o PCCh lançou um movimento
anti-direitista que foi automaticamente apoiado por todos os meios de comunicação
de massa. O PCCh declarou que as 540 mil pessoas que haviam se atrevido a
escrever
eram "direitistas". Destas, 270 mil perderam seus empregos e 230 mil receberam a
classificação de "direitistas intermediários". Muitos foram enviados para fazer
trabalhos forçados em campos de concentração para que fossem "reeducados".
Outras
famílias foram enviadas para as zonas rurais, de onde nem eles e nem suas
gerações
futuras puderam jamais sair. Não foi por outro motivo que alguns intelectuais
chineses tornaram-se propagandistas do PCCh. Ao ser acusado de ter engendrado um
complô obscuro contra os intelectuais, Mão Tse Tung disse simplesmente: "Isto
não
é um complô obscuro, é uma estratégia clara".
26. Desde tempos imemoriais, os intelectuais chineses haviam depositado
absoluta
confiança na História chinesa - uma das mais ricas e completas da humanidade -
que
tem servido para que o povo avalie a realidade de cada época e para, inclusive,alcançar a ascensão espiritual. Por isso, para que a história servisse ao
regime,
foi alterada e muitas verdades foram ocultadas. O PCCh, em suas propagandas e
publicações reescreveu a História da China, desde os tempos mais remotos até
hoje,
bloqueando, pela força, qualquer tentativa que se tomasse para restabelecer a
verdade.
27. Durante a Revolução Cultural, tornou-se mais do que comum que pais e
filhos,
maridos e esposas, mães e filhas - todos se aniquilassem mutuamente. Faz parte
da
técnica de dominação do partido comunista jogar uns contra os outros, fabricando
classes de inimigos. No começo do regime comunista na China, muitos funcionários
do PCCh não puderam fazer absolutamente nada para livrar seus familiares e
amigos
da perseguição do partido.
28. Muitas pessoas pensam que a violência e os massacres ocorridos
durante a
Revolução Cultural aconteceram debaixo de uma anarquia incontrolável (pelo
Estado)
na qual atuavam inúmeros movimentos rebeldes , como o Exército Vermelho, por
exemplo. Mas, a violência partiu, na sua maior parte, de tropas do próprio
governo, de milícias armadas e de membros do PCCh. Em agosto de 1966, o Exército
Vermelho de Beijim expulsou milhares de pessoas das cidades. Foram inspecionados
33.695 lugares e cerca de 85 mil pessoas foram enviadas de volta aos seus
lugares
de origem (onde residiam ainda parentes). Esta mesma ação foi feita em todas as
grandes cidades chinesas, fazendo com que 400 mil pessoas fossem enviadas para
viver no campo - incluídos, por incrível que pareça, membros do próprio PCCh que
tivessem parentes classificados como proprietários de terra.
29. Na realidade, o PCCh já havia planejado expulsar das grandes cidades
todos os
que pudessem ter algum ranço de anti-comunismo. O Grupo de Segurança Pública, em
Beijim, foi criado justamente para fazer esta limpeza ideológica e genética na
capital. Por isso, tudo que foi feito pelos grupos "rebeldes" estava, na
realidade, sendo autorizado e financiado pelo PCCh. Mas, depois que a "tarefa"
estava pronta e o PCCh alcançara seus objetivos, muitos membros dos rebeldes
foram
presos, mandados para campos de trabalhos forçados e exilados no campo.
31. Por volta de 1920, Mão Tse Tung resolveu adotar uma atitude e um
discurso mais
"leve" contra a propriedade privada rural. Na verdade, quando o PCCh estava em
processo de conquista do poder, o campo não reproduzia um conflito total entre
proprietários de terra (latifundiários e pequenos proprietários bem sucedidos) e
trabalhadores camponeses. O sistema de clã patriarcal, entretanto, era um
obstáculo que precisava ser totalmente eliminado para que o PCCh estabelecesse,
no
campo, seu poder político. Transformou esta relação de dependência mútua, entre
camponeses e proprietários, em puro antagonismo irreconciliável, incitando o
ódio
e a irracionalidade. O PCCh não somente incitou, mas apoiou a expropriação, as
invasões, os assassinatos por dinheiro e o massacre de famílias inteiras de
proprietários rurais.
32. A campanha de reforma agrária estimulava claramente a eliminação dos
proprietários de terra. Vinte milhões deles foram catalogados como:
latifundiários
e pequenos produtores (e, logicamente, como reacionários e maus elementos)*.
Como a reforma abrangia toda a China, mesmo em seus mais longínquos territórios,
as organizações do PCCh logo se expandiram por todo o país. Os milhares de
Comitês
Locais converteram-se em porta-vozes do Comitê Central do PCCh e incentivaram o
ódio e a luta de classes por toda a China. Cerca de 100 mil proprietários
morreram
devido a estes movimentos de incitação. Houve lugares onde famílias inteiras
foram
assassinadas. Os camponeses foram incentivados a roubar e a matar sem que
tivessem
que se preocupar com a punição da Lei. Mas, ao se tornarem donos de suas novas
pequenas propriedades, as alegrias duraram pouco. Ano após ano, a "mão grande"
do
PCCh se estendeu sobre a produção de cada pequeno proprietário. Eles não podiam
vender seus produtos no mercado - toda a produção era unificada e comprada a
preços muito baixos pelo governo. Foram todos registrados (os novos
proprietários
e suas famílias) para que não pudessem deixar seus sítios e irem trabalhar nos
centros urbanos - nem eles, nem seus filhos, nem seus netos. Ninguém poderia
receber educação nas cidades. Estavam todos condenados a ser camponeses - "ad
eternun", geração após geração.
33. Outra classe que precisaria ser exterminada era a burguesia
proprietária de
bens e de capital nas grandes cidades chinesas. O PCCh impôs também a reforma
industrial e comercial. Obrigaram os empresários e os comerciantes a entregar
seus
ativos. Muitos destes homens cometeram suicídio por não conseguirem pagar as
dívidas que acabaram contraindo devido aos impostos abusivos. Para que suas
dívidas não passassem para suas famílias, estes empresários atiravam-se dos
altos
edifícios, de modo que seus corpos fossem a prova de sua morte e
conseqüentemente,
representariam o fim das dívidas. Em poucos anos, o PCCh acabou com a
propriedade
privada na China.
34. Outra das atrocidades cometidas pelo regime comunista chinês foi a
brutal
perseguição a todo e qualquer tipo de manifestação religiosa. A religião foi
legalmente proibida na China, a partir de 1950. Em 1951, o governo baixou leis
que
condenavam à prisão perpétua ou à morte pessoas que fossem pegas em
manifestações
ou em reuniões religiosas. O PCCh só admitia um tipo de culto: o culto à fé
partidária, o culto ao PCCh. Milhares de chineses morreram por causa da
perseguição religiosa. O partido ordenou a destruição de templos e de
escrituras.
Confiscou as propriedades dos templos, obrigou monges e monjas a estudar
marxismo
e mandou muitos deles para os campos de trabalho forçados. Muitos monges
budistas
foram obrigados a deixar a vida religiosa. Mas houve os que se aliaram ao PCCh e
introduziram doutrinas como "o budismo dos homens", que estimulava monges a
buscar
riqueza, prazer e posição social nesta vida, em nítida oposição aos preceitos
budistas. Como o budismo proíbe matar, estes "monges" passaram a pregar que
"matar
contra-revolucionários" era um ato de misericórdia ainda maior do que deixá-los
viver.
35. Em julho de 1999, Jiang Zemin, então Primeiro Ministro da China,
tomou a
decisão pessoal de eliminar a seita Falun Gong. Imediatamente começaram a ser
divulgados pelos meios de comunicação uma série de mentiras a respeito da seita
e
de seus praticantes. Em 5 anos, o governo destinou um quarto dos recursos
econômicos do país para perseguir a Falun Gong. Centenas de milhares de pessoas
foram presas apenas por praticar o lema da seita: "verdade, benevolência e
tolerância". Como não conseguem prender todos, atacam economicamente os
praticantes, cobrando multas altíssimas, sem justificativa (ou com
justificativas
falsas) - e sem recibo contra pagamento - ou roubam e saqueiam suas casas (a
própria polícia faz isso). Como o PCCh comanda todo e qualquer tipo de força
armada no país - todas elas são usadas contra os "inimigos" do regime - ainda
que
estes não portem e nem possuam armas. Lá, a população já foi desarmada há muito
tempo.
Jiang Zemin acumulou os cargos de Secretário Geral do Partido Comunista
(1989 a
2002), de Presidente da República Popular da China (1993 a 2003) e de Presidente
do Comitê Central das Forças Armadas (Central Military Commission - de 1989 a
2004). Num dos nove comentários, ele é descrito como sendo um homem que vive
nababescamente, em meio ao luxo e à corrupção. Teria gasto mais de 110 milhões
de
dólares em um luxuoso avião, para uso pessoal, além de ter usado milhões de
dólares de fundos públicos para financiar negócios de seu próprio filho. Jiang
também é acusado de colocar parentes e apadrinhados em altos cargos no governo e
de ter tomado medidas as mais extremas para encobrir os casos de crime e de
corrupção à sua volta.
Os 35 itens selecionados falam por si mesmos. Como já disse, quem tiver
olhos que
veja.
Assistam um filme (em inglês) sobre as repersussões dos NOVE COMENTÁRIOS
em:
http://www.ntdtv.co.kr/contents_view.asp?news_divide01=1003&news_divide02=2030&news_id=299
Christina Fontenelle
(*) Como esta "evidência" pode não estar muito clara, deixamos aqui a
pergunta:
Não é o IBGE que está fazendo um super Censo, com meios eletrônicos, inclusive,
em
todas as regiões brasileiras, fora das grandes metrópoles?
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
|