|
Repassando . glenp
----- Original Message -----
Subject: Impressionante: país tem 260 mil ONGs
POUCOS SABEM DO BERRANTE ABSURDO : AS ONGs !
NÃO DEIXEM DE CONHECER A MONSTRUOSIDADE DO CRESCIMENTO DESSAS ORGANIZAÇÕES QUE,
SÓ
NO PRIMEIRO MANDATO DO GOVERNO DO DR LULA, PASSOU DE 22.000 PARA
260.000..
------------------------------------------------------------------------------
Tribuna da Imprensa 13/06/2007
Impressionante: país tem 260 mil ONGs
Ainda que pareça incrível, na realidade o Brasil tem nada menos que 260
mil ONGs
funcionando, ou fingindo funcionar, mas a maioria recebendo verbas públicas,
tanto
federais quanto estaduais e municipais. Não deve constituir exagero dizer que,
em
diversos casos, ONGs recebem simultaneamente nas três escalas. O panorama geral
encontra-se revelado em pesquisa organizada pelo economista Filipe Campello, que
trabalha na assessoria parlamentar da Alerj.
Recorreu ao site CMI Brasil, à matéria da jornalista Isabel Clemente,
Revista
Época, edição de 03/06/2006, ao site Contas Abertas, ao Globo On Line de 22 de
novembro do ano passado. E também a levantamento feito pelo Tribunal de Contas
da
União. De 2002 a 2006, portanto no curto espaço de quatro anos, o número de ONGs
passou de 22 mil para 260 mil. O Tribunal de Contas assinalou quem neste
período,
houve um crescimento da ordem de 1180 por cento. Por que, de repente, surgiram
tantas entidades dispostas a se sacrificar pessoalmente e crias tantas
Organizações Não Governamentais?
Tem que haver explicação lógica, caso contrário, estaríamos diante do
maior
fenômeno de filantropia de toda história universal. Evidente que não se pode
acreditar nisso. Ninguém analisa fatos políticos ou administrativos se não levar
em conta o ângulo da economia. Mais ainda, se não considerar a ponte que liga as
administrações públicas ao mundo dos negócios. A beneficiência existiu em nosso
País em outras épocas que ficaram no passado.
Hoje em dia, as pessoas, mesmo as de renda alta, não têm tempo para se
dedicar à
filantropia. Durante quatorze anos, de 76 a 90, fui diretor da antiga LBA. Tomei
contato com uma série de entidades que se apresentavam como filantrópicas, e de
fato eram, mas dependiam das verbas relativas a convênios que mantinham com a
Legião Brasileira de Assistência.
Agora, não tem o menor cabimento que existam 260 mil ONGs, uma para cada
grupo de
700 habitantes. Os números falam por si. Não entra na cabeça de ninguém. Tal
proporção não possui a menor lógica. Além do mais, pergunto eu: como é possível
que Organizações Não Governamentais possam resolver, ou pelo menos equacionar,
problemas governamentais? O próprio nome de tais organizações define
aparentemente
tudo. Mas não o que está por trás do fenômeno brasileiro, que merece registro no
Guiness Book, livro dos recordes.
A quanto montam os recursos públicos que lhes são repassados e quais os
serviços
que efetivamente prestam? No Rio de janeiro, o deputado Gerson Bergher, do PSDB,
enviou requerimento de informações ao governador Sérgio Cabral. Inclusive para
saber qual a parcela do orçamento estadual percebida pelas ONGS que operam no
território carioca e fluminense. Um dos campos dessa atividade refere-se à
terceirização. Não podendo, pela Constituição federal, fazer admissões sem
concurso público, as administrações, não só do RJ, recorrem a ONGS.
Estas contratam mão-de-obra e colocam à disposição do poder público.
Claro,
recebem intermediação pela tarefa. O que é contraditório, pois sairia muito mais
barato aos governos fazerem a contratação direta pela CLT. Inclusive porque,
pela
mesma Consolidação das Leis do Trabalho, se as ONGS não recolherem as
contribuições a que se encontram, obrigadas para o INSS e FGTS, o Estado terá
que
fazê-lo. Logo existe configurada a figura legal da responsabilidade solidária.
Mas, sem dúvida, o lobby das ONGS é forte. Tão forte que elas cresceram,
no País,
de 22 mil para 260 mil em quatro anos, como vimos no início deste artigo. Porém,
há casos em que a atividade não se limita à contratação de pessoal. E sim à de
serviços, incluindo cursos profissionalizantes, como aconteceu com a Fesp, no
início do governo Rosinha Garotinho.
Os contratos relativos a cursos profissionalizantes foram denunciados com
amplo
destaque pelo" Jornal do Brasil". A governadora demitiu - temos que reconhecer -
a
diretoria da Fundação Especial de Serviço Público. Sobretudo porque os cursos
"profissionalizantes" contratados nada tinham a ver com a administração pública.
No fundo, não se destacam apenas exemplos emblemáticos. É fundamental que o
Tribunal de Contas da União e os tribunais de contas dos estados façam um
levantamento eficaz do que é pago às ONGs em todo o Brasil. São muitos bilhões
de
reais por ano.
O que fazem concretamente as ONGs que os poderes públicos não posam fazer
diretamente? É indispensável medir o que é pago e o que é realizado em
contrapartida. Se não for feito isso, o País afunda no mar de uma falsa enemerência, e no redemoinho de uma dedicação voluntária só de fachada.
-------------------------------------------------------------------------------------------- |