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O
GOVERNO LULA PERDEU A VERGONHA, A COMPOSTURA E A DIGNIDADE.
A COMUNIZAÇÃO DO BRASIL CAMINHA ÀS CLARAS E EM PASSO ACELERADO.
VAMOS ASSISTIR PACÍFICAMENTE?
CHEGA DE CONIVÊNCIA!
Leiam o artigo abaixo
Juarez
O QUE ENSINAM ÀS NOSSAS CRIANÇAS
Ali Kamel
Não
vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim
da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as
nossas crianças e com que objetivo.
O
psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático "Nova
História Crítica, 8ª série" distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos
da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer
nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os
problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas
autoritários.
Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.
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Sobre o que é hoje o capitalismo: "Terras, minas e empresas são propriedade
privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro
pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer
produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do
que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes
autoritários."
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Sobre o ideal marxista: "Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As
decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando
o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso
tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais
ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades
democráticas para os trabalhadores."
-
Sobre Mao Tse-tung: "Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu
livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice.
Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao
é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um
ditador."
-Sobre a Revolução Cultural Chinesa: "Foi uma experiência socialista muito
original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes
murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e
suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de
idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos:
velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No
início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da
juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a
Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...)
Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender
dirigentes 'politicamente esclerosados'. (...) A Guarda Vermelha obrigou os
burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas
com dizeres do tipo: 'Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que
com o bem-estar do povo.' As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A
Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo."
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Sobre a Revolução Cubana e o paredão: "A reforma agrária, o confisco dos bens de
empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de
Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular."
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Sobre as primeiras medidas de Fidel: "O governo decretou que os aluguéis
deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%." Essas
medidas eram justificadas assim: "Ninguém possui o direito de enriquecer com as
necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde."
-
Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela
oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: "Uma parte significativa
da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e
o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA. (...) Mas
existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças
abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?"
Sobre os motivos da derrocada da URSS: "É claro que a população soviética não
estava passando forme. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda
garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem
desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses
conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que
custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças
abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é
verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores
bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso
superior) tinham (sic) inveja da classe média dos países desenvolvidos (...)
Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar
bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de
marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se
desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a
Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse
estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado
também?"
Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas
crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a
Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou,
levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o
paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares
de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja,
mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não
um sonho, mas apenas um pesadelo?
Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o
efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Se não for,
algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém.
ALI KAMEL é jornalista. |