Acredite se quiser . Quem pagará este aumento em cascata ? E o resto do funcionalismo
público civil e militar não existe ? glenp .
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Sent: Thursday, April 26, 2007 5:26 PM
Subject: Greve da PF
PF marca greve para antevéspera da visita do papa
· Calendário prevê paralisações quinzenais de 48 horas
O governo promove nesta quinta-feira (26) a terceira reunião para tentar
celebrar um acordo salarial com o sindicalismo da Polícia Federal. Antes de
ouvir a proposta oficial, delegados e agentes fixaram, preventivamente, um
novo calendário de paralisações.
Se não obtiver o aumento que pleiteia, a PF programa greves quinzenais de 48
horas. A primeira está marcada para 7 de maio, dois dias antes da chegada do
papa Bento 16 ao Brasil. Até aqui, as duas paralisações da PF haviam sido de
24 horas.
De acordo com o novo calendário, se o impasse perdurar até junho, será
decretada greve nacional por tempo indeterminado. Prevê-se que, à falta de
entendimento, a greve pode arrastar-se até julho, mês em que a PF
participaria, entre os dias 13 e 29 do esquema de segurança dos Jogos
Panamericanos, no Rio.
O calendário de greves foi fixado nesta quarta-feira (25), ao final de um
encontro de dois dias de representantes de sindicatos dos policiais federais
de todo país. Consultadas, as entidades que representam os delegados da PF,
concordaram com as datas e com a nova modalidade de mobilização.
Mercê de um contato feito por um emissário do ministro Tarso Genro (Justiça),
os sindicalistas evitaram dar entrevistas. Foram informados de que, nesta
quinta, ouvirão do governo uma contraproposta que irá satisfazê-los.
A reunião em que o governo colocará os seus números sobre a mesa ocorrerá no
Ministério do Planejamento. Será coordenada por um assessor do ministro Paulo
Bernardo (Planejamento) -Sérgio Mendonça, secretário de Recursos Humanos.
A julgar pelo que dizem os representantes das entidades de classe da PF, só a
concessão de um aumento salarial de 30% conseguirá deter as greves. Eles
admitem discutir o parcelamento do reajuste. Mas não parecem dispostos a
aceitar uma redução do percentual.
Argumentam que os 30% foram prometidos, por escrito, pelo ex-ministro Marcio
Thomaz Bastos (Justiça). Trata-se da segunda parcela de um aumento global de
60%. Pagou-se a primeira parcela, de 30%. A segunda, prevista para dezembro de
2006, foi rebarbada.
Se o governo der a integralidade do aumento que Thomaz Bastos prometera, o
maior salário do DPF (Departamento de Polícia Federal), pago aos delegados da
categoria especial, passará a ser de R$ 20.008,93. Os vencimentos do delegado
de primeira classe irão para R$ 18.482,99. O contracheque do delegado de
segunda classe, para 15.812,49. E o do delegado de primeira classe, para R$
14.120,78. Os números foram extraídos de documento oficial. Traz a assinatura
do diretor-geral da PF, Paulo Lacerda (leia a íntegra aqui).
O movimento reivindicatório inclui ainda os agentes, os escrivães e os
papiloscopistas da PF. O governo vem hesitando em conceder o reajuste porque,
além das alegadas dificuldades orçamentárias, receia desencadear um efeito
dominó que inclui reivindicações de advogados lotados na AGU (Advocacia Geral
da União) e de funcionários graduados do Banco Central.
Escrito por Josias de Souza às 02h31
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