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Original
Message
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Subject:
RENAM
FRITANDO...
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Repassando
glenp
JOSIAS
DE SOUZA
Data:
Qui, 21
de Jun
de 2007
Isolado,
Renan
ameaça
Lula e
os
colegas
de
Senado
Senador
diz que,
se
quiser,
pode
criar
'crise
institucional'
Lula
Marques/Folha
Renan
Calheiros
(PMDB-AL)
considera-se
abandonado
pelos
aliados.
Queixa-se
de
todos,
inclusive
de Lula
e de seu
próprio
partido.
Nas
últimas
48
horas,
passou a
utilizar,
entre
quatro
paredes,
uma arma
que
destoa
da
frieza
que
exibe em
suas
aparições
públicas:
a
ameaça.
Disse
claramente
a um
grupo de
interlocutores
que, se
lhe der
na
telha,
pode
criar
"uma
crise
institucional".
Declara-se
disposto
a
prejudicar
Lula e
seu
governo.
Num
instante
em que a
hipótese
de perda
de
mandato
já não
parece
tão
improvável,
Renan
diz, em
privado,
que, se
cair,
não irá
ao chão
sozinho.
Declara
que
arrastará
consigo
outros
senadores.
Chega
mesmo a
difundir,
em
timbre
inamistoso,
a
informação
de que
não
hesitará
em
revelar
segredos
de
alcova
de
outros
senadores.
Diz que
sua
privacidade
foi
invadida
sem
constrangimentos.
E não se
julga na
obrigação
de
guardar
as
confidências
alheias.
Na noite
de
terça-feira,
dois
senadores
do PT
tentaram
convencer
Renan a
desistir
de votar
no
Conselho
de Ética
o
relatório
que
sugeria
o
arquivamento
do
processo
contra
ele.
Embora
informado
acerca
do risco
de
derrota,
o
presidente
do
Senado
bateu o
pé.
Queria
uma
definição.
Afirmou
que, se
o
conselho
não
encerrasse
o
episódio,
ele
passaria
a
considerar
a
hipótese
de
provocar
uma
crise,
envenenando
o
cotidiano
do
Legislativo.
As
pessoas
que
privam
da
intimidade
de Renan
acham
que ele
começou
a exibir
sinais
de
desespero.
Oscila
momentos
de
excitação
a
instantes
de ira.
Não
raro,
investe
contra
Lula.
Renan
considera-se
credor
do
Planalto.
Diz ter
agido no
Legislativo
para
preservar
Lula na
crise
que se
seguiu
ao
escândalo
do
mensalão,
em 2005.
E acha
que, no
momento
em que
mais
precisa,
o
governo
lava as
mãos.
Ao longo
desta
quarta-feira,
Renan
manteve
o tom
belicoso
nos
diálogos
reservados
que
manteve.
Sentiu
que o
chão lhe
fugira
dos pés
no
instante
em que
foi
informado,
no meio
da
tarde,
de que o
senador
Valter
Pereira
(PMDB-MS),
que
tinha
como um
aliado
fervoroso,
passara
a
defender
pelo não
arquivamento,
mas o
aprofundamento
das
investigações.
Renan
duvidou.
Só deu o
braço a
torcer
depois
de
certificar-se
de que o
companheiro
de
partido
já havia
até
mesmo
protocolado
na mesa
diretora
do
Conselho
de Ética
um voto
alternativo
ao de
Epitácio
Cafeteira
(PTB-MA).
Mais
cedo,
Renan
tentara
uma
aproximação
com os
"amigos"
da
oposição,
com quem
mantém
uma
relação
civilizada.
Disseram-lhe,
delicadamente,
que era
tarde. A
abertura
de uma
investigação
mais
criteriosa
se
impunha.
O
distanciamento
do PT
tornou-se
patente
no
instante
em que o
presidente
do
Conselho
de
Ética,
Sibá
Machado,
ecoando
as vozes
da
maioria
do
plenário,
adiou,
pela
enésima
vez, o
veredicto
do caso
Renan.
Preferiu
constituir
uma
comissão,
para
traçar
os novos
rumos da
investigação.
A
comissão
é
pluripartidária.
Integram-na,
além do
próprio
Sibá, os
senadores
como
Sérgio
Guerra
(PSDB-PE),
que
passara
o dia
alardeando
que o
Senado
não pode
dar as
costas
para o
Brasil,
e
Demóstenes
Torres (DEM-GO),
um
promotor
licenciado
que
insiste
no
aprofundamento
da
perícia
realizada
pela
Polícia
Federal.
Wellington
Salgado,
escalado
na
véspera
para
tentar
salvar a
pantomima
sugerida
no
relatório
de
Cafeteira,
renunciou
à
relatoria.
Súbito,
Renan
mandou
dizer,
por meio
do amigo
Romero
Jucá
(PMDB-RR),
que
deseja
explicar-se
pessoalmente
ao
Conselho
de
Ética,
já nesta
quinta-feira
(20).
Demóstenes
redargüiu.
Disse
que a
inquirição
de Renan
no
conselho
é um
imperativo
processual.
Mas só
deveria
ser
feita no
final do
processo.
Era o
sinal de
que o
grupo de
Renan já
não
controlava
o
processo.
( JBosco
)
Réunan,
o cheque
não
compensa.
*
(*) Acir
Vidal,
editor
do blog.
Resta
agora
saber se
a
promessa
de
retaliação
é mero
blefe de
um
senador
em
apuros
ou se
Renan
Calheiros
vai
mesmo
criar
uma
crise
institucional.
À frente
de uma
campanha
intitulada
"Fora,
Renan",
o
deputado
Fernando
Gabeira
(PV-RJ)
esteve
nesta
quarta
com o
senador
José
Sarney
(PMDB-AP).
Disse
que iria
iniciar
uma
guerra e
enxergava
em
Sarney
um dos
generais
da tropa
inimiga.
Instou-o
a pedir
a Renan
que
renunciasse.
Seria um
modo,
segundo
disse,
de
deixar a
presidência
do
Senado
antes
que seja
"escorraçado".
Sarney
disse a
Gabeira
que não
se sente
à
vontade
para
levar
semelhante
proposta
ao
amigo.
Disse,
de
resto,
que
confia
na
solidariedade
de
outros
colegas
a Renan.
Afirmou
que o
presidente
do
Senado
enredou-se
numa
"questão
que
envolve
mulher".
E outros
senadores
já
teriam
passado
pela
mesma
experiência.
Haveria
o que
Sarney
chamou
de
"solidariedade
masculina".
Gabeira
insistiu:
"Vai
começar
a
guerra".
E
Sarney:
"Sou
isento
do
serviço
militar,
estou
fora
dessa
guerra."
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