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Msg importante que confirma o sucateamento das FFAA . glenp .
----- Original Message -----
Sent: Monday, April 30, 2007 9:54 PM
Subject: Exército, Marinha e Força Aérea se adaptaram em graus diferentes à
penúria
de verbas dos últimos anos,
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Date: Mon, 30 Apr 2007 19:27:29 -0300
Militares se adaptam à penúria, mas têm projetos
bilionários.
Exército precisa substituir mil blindados,
Marinha estuda construção de novos submarinos e Força Aérea retoma projeto de
aquisição de caças modernos
RICARDO BONALUME NETO
Folha de São Paulo - 29 de abril de 2.007 -
Domingo DA REPORTAGEM LOCAL
Exército, Marinha e Força Aérea se adaptaram em
graus diferentes à penúria de verbas dos últimos anos, mas todas têm
projetos bilionários à espera de tempos melhores.
O Exército racionalizou seus projetos de pesquisa
e desenvolvimento visando o reaparelhamento. Mais de cem projetos foram
reduzidos para apenas 13 prioritários, segundo o general-de-brigada Alessio Ribeiro Souto, que dirige o Centro Tecnológico do Exército.
Foi o caso do radar SABER M-60, feito em parceria
com a empresa
OrbiSat. A verba veio ao Exército de uma fonte pouco usual:
o Ministério da Ciência eTecnologia, através da Finep (Financiadora de
Estudos e Projetos), que concedeu R$ 30 milhões. E a OrbiSat conseguiu
financiamento do BNDES para a produção dos radares.
SABER é a sigla para Sistema de Acompanhamento de
Alvos Aéreos Baseado em Emissão de Radiofreqüência. O radar tem alcance
de 60 km e pode rastrear 40 alvos ao mesmo tempo. O primeiro modelo M-60
ficou pronto neste mês.
Mas estima-se em R$ 1 bilhão a verba para
produzir os blindados para substituir os mais de mil Urutu e Cascavel que o
Exército adquiriu no passado.
A Marinha tem como prioridade, segundo seu
comandante, o almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto,
a produção de submarinos, que cumprem um fundamental papel dissuasório
contra potências que queiram atacar o país. Em segundo lugar estão os
navios-patrulha, necessários à proteção da zona econômica exclusiva no Atlântico
Sul.
O Brasil obteve a tecnologia para construir
submarinos da Alemanha e está fazendo o mesmo em relação a navios de patrulha
graças a um acordo com uma empresa francesa.
O momento é um dois piores para a força nos
últimos anos. Segundo o contra-almirante Elis Treidler Oberg, desde 1999
a Marinha aposentou 21 navios, e incorporou apenas dez.
A Marinha ainda não definiu o projeto de seu
futuro submarino. O que tem mais chance é o alemão IKL 214, dada a
experiência adquirida com projetos germânicos. Mas ainda não se descarta a opção
pelo submarino francês da classe Scorpène.
A empresa francesa Thales possui um trunfo: ao
contrário dos alemães, os franceses têm tecnologia de submarinos nucleares
e poderiam compartilhar esse know-how, segundo Jean-Paul Perrier,
vice-presidente executivo da empresa.
O programa prioritário da Força Aérea Brasileira
voltou à estaca zero, e deve levar alguns meses para sair dela, de acordo
com o brigadeiro-do-ar Paulo Roberto Pertusi. O programa é o F-X, de
aquisição de um novo caça de defesa aérea. O presidente Lula suspendeu a
concorrência logo no começo do seu primeiro mandato, e terminou por enterrá-la
ao comprar caças franceses Mirage-2000, interinos e de segunda mão.
A FAB reiniciou agora a busca de seu futuro
principal avião de combate.
Segundo Pertusi, a primeira fase é estabelecer o
novo conceito da futura aeronave; depois será estudada sua viabilidade
técnica, operacional, comercial; definida a opção, serão feitos os
pedidos de propostas aos fabricantes. E, se tudo der certo e houver verba,
iniciada a produção.
"A idéia é começar novo projeto com novos
requerimentos, assim que as condições permitirem", diz o brigadeiro. A FAB
sempre procurou ter aeronaves de combate no mesmo nível tecnológico dos
vizinhos sul-americanos.
A introdução recente na região de aviões mais
modernos -os F-16 do Chile e os Su-30 da Venezuela- deixou a FAB em situação
inferior.
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