Repassando . glenp
----- Original Message -----
Sent: Monday, March 12, 2007 4:25 PM
Subject: A
viagem do Bush (ABORDAGEM INTERESSANTE)
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A viagem do
Bush
A vinda do
Bush não tem nada a ver com o Brasil, muito menos com o etanol. Os Estados
Unidos não querem estreitar os laços comerciais com o Brasil. Tentaram a ALCA, mas nós
recusamos.
O Brasil
representa um acréscimo de somente 4% de potencial de venda para uma empresa
americana. O mercado americano teria representado um acréscimo de 2000% para uma
empresa brasileira.
Quem tinha
maior interesse na ALCA, as empresas brasileiras ou as americanas? Como não temos
administradores no governo para fazerem estas contas, quem se opôs à ALCA fomos
nós.
Bush vem ao
Brasil para avisar dos perigos do Hugo Chávez. Vai lembrar que enquanto
Chávez minava a ALCA, fechava acordos para vender 80% de sua produção de petróleo para
os Estados Unidos. O inimigo atual do Chávez não é os Estados Unidos, é o
Brasil.
Chávez quer
unir a América Latina, para somente depois atacar os Estados Unidos. E, para unir
a América Latina, ele está mostrando as injustiças e o imperialismo estatal
brasileiro. Já convenceu Evo Morales a romper com a Petrobrás. Sua próxima cartada é
fazer o Paraguai romper com a Eletrobrás.
Lentamente,
ele vai encarecendo a matriz energética brasileira e enfraquece a economia
brasileira. Chávez irá lentamente isolar o Brasil da América Latina.
Nós
brasileiros, nunca nos identificamos com nossos vizinhos espanhóis, portanto a análise de
Chávez é perfeita e fácil de realizar.
Poderá Lula
conter o objetivo de Chávez? Chávez é inteligente, é um militar disciplinado,
tem poder absoluto sobre a Venezuela e se manterá no poder até 2020.
Lula é
inteligente, não é muito disciplinado, não comanda sequer seu partido e só tem mais três
anos e nove meses de mandato.
Fernando
Henrique Cardoso desorganizou nosso exército, e a sociedade brasileira é hoje contra
militares que precisariam agora nos defender. O Brasil ficará isolado da América
Latina e do Mundo ao mesmo tempo.
Enquanto
Lula gastou quatro anos querendo ser o líder do Terceiro Mundo, Chávez vai se
consolidar como o LÍDER inconteste da América Latina.
Como
sabemos, brasileiro nunca deu bola para a América Latina. Nosso povo e nossos empresários
querem aprender inglês, e não espanhol. Nossos governantes e intelectuais
querem aprender francês e tupi-guarani.
Bush vem
dizer a Lula e aos brasileiros que Chávez é um problema brasileiro.
A tática
brasileira de ameaçar apoiar a União Soviética para conseguir vantagens não funciona
mais. O mundo não é mais bipolar, o mundo é um salve-se quem puder.
E neste
cenário, o petróleo da Venezuela é mais importante do que a soja brasileira.
Bush não vai comprar etanol brasileiro para substituir o petróleo venezuelano.
Ele continuará a comprar petróleo da Venezuela fortalecendo a economia
venezuelana.
Bush vem
comprar matérias-primas do Brasil, como faz a China, e não produtos
industrializados.
Para
entender nosso futuro é necessário observar o mapa mundo abaixo.
É diferente
de todos os que vocês conhecem, porque coloca a China no centro, e não Greenwich,
Inglaterra.
Com a China
se tornando o país que mais cresce do mundo, ela será o centro das atenções, e
países como Japão, Índia, Coréia, Singapura e Austrália estão
estrategicamente posicionados para serem fornecedores deste crescimento. A pouca distância
está a Europa, Oriente Médio e pasmem - Seattle, Oregon.
Distante,
bem distante, encontra-se a América Latina. O Brasil fica pior ainda por causa da
Cordilheira dos Andes. Nossos navios precisam passar pelo Canal do Panamá,
costeando a Venezuela, esperando na fila duas semanas. Nossos intelectuais,
nossos comentaristas e jornalistas sempre foram contra a ampliação do Canal do
Panamá, lembram-se?
O Brasil
passa a ficar no fim do mundo cercado por países antagônicos como Argentina,
Paraguai, Bolívia, Venezuela e Equador.
Por que Chávez comprou nove submarinos por 3 bilhões de dólares? Para afundar navios de
quem? Petroleiros americanos buscando petróleo? Algo para se meditar.
Os
franceses, que sempre estimularam o isolamento da América Latina, não estarão nem aí para
nos proteger. Os amigos da Sorbonne dos nossos militares e políticos do PSDB, como
Fernando Henrique Cardoso, estão interessados na União - na União Européia.
O mundo já
riscou o Brasil do mapa há muito tempo, pela nossa incompetência
administrativa. Não inventamos nenhum produto, não temos nenhuma patente útil,
não temos nenhuma
empresa multinacional de que eles dependam, não temos
matérias-primas que irão se esgotar.
Nossos
economistas nunca se preocuparam com isto, foram sempre antibusiness,
anti-administradores, anti-negócios em geral.
Seremos uma
Nova Zelândia do turismo radical, do turismo barato e ocasional. Ninguém no
Brasil pensa em investir na Nova Zelândia e no novo mapa-múndi. Ninguém pensará em
investir no Brasil, pós Chávez.
Nossos
intelectuais já haviam nos isolado do mundo moderno, do neomarxismo,
neoliberalismo, neo-conservadorismo, de tudo que era novo e moderno.
"Vocês
estão absolutamente sozinhos", dirá Bush aos seus interlocutores.
"Eu quis
ter o prazer de dizer isto a vocês, pessoalmente. Depois de recusar uma aliança com
os Estados Unidos que poderia ter criado um bloco econômico poderoso, depois de dar
ouvido aos franceses que queriam nos dividir para nos enfraquecer, e conseguiram,
vocês brasileiros estão sem aliados."
"Os
franceses os convenceram que nós, dos Estados Unidos, éramos os inimigos, e nenhum de
vocês percebeu que tínhamos os mesmos imigrantes europeus, os mesmos negros
africanos, o mesmo pavor da tirania européia, o mesmo clima, os mesmos ideais, e que
nunca guerreamos em 500 anos de história. Enquanto que os franceses, alemães e
ingleses, arquiinimigos, se uniam em torno da União Européia."
"Vocês se
deixaram enganar pela política diplomática e maquiavélica francesa, que enviaram
professores para a USP e adidos militares para a ADESG para enganá-los e
empobrecê-los." "Quero ter
o prazer de dizer as últimas palavras de um governo americano que se encheu com o
antiamericanismo constante de seus estudantes, jornalistas e elite intelectual."
"Goodbye".
Stephen
Kanitz
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